Do Choice à ONU: Como Larissa Aniceto iniciou a carreira em impacto social e chegou ao 57th Comission for Social Development

28/03/2019

A Embaixadora Choice, que embarcou junto à delegação brasileira para o evento conta sobre sua experiência e perspectivas de futuro

 

Estudante na Fundação Instituto de Administração (FIA), Larissa Aniceto, 21 anos, participou do Programa de Embaixadores 2.0 em 2017, na turma #2, e viu ali um momento de mudança.

 

Além de conhecer mais o ecossistema de impacto socioambiental, se conectar com vários jovens com os mesmos valores e criar uma solução do zero, ela enxergou possibilidades de aliar a sua carreira ao seu propósito, já tendo estagiado no Instituto Votorantim, que tem foco em investimento social corporativo.

 

Em busca de expandir horizontes e aumentar seu conhecimento, Lari começou a pesquisar como se envolver mais ainda nos temas relacionados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e transformação social. Foi assim que, em dezembro de 2018, se inscreveu no edital do Instituto Global Attitude que iria selecionar oito jovens para compor uma das delegações brasileiras que participariam da 57th Comission for Social Development.

 

A 57th Comission for Social Development aconteceu durante a semana de 9 a 15 de fevereiro, na sede da ONU, em Nova York, e é considerado o evento de boas vindas para os debates e conferências que acontecem durante o ano corrente. Organizada pelo Conselho Econômico e Social da ONU (ECOSOC), a comissão, considerada uma das maiores do mundo, tem o objetivo de discutir pautas sobre desenvolvimento social, os avanços dos países perante a agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

 

Ela passou pelo processo seletivo e, em fevereiro, pôde vivenciar toda a conferência na sede da ONU, participando de plenárias, debates e palestras e se conectando com pessoas de todo o mundo.

Conversamos com a Lari para saber como foi o processo para chegar a delegação, o que viu por lá e quais seus próximos passos. Confira a entrevista!

 

Como você chegou até a delegação brasileira que foi ao CSocD57?

Eu soube da abertura de um edital do Instituto Global Attitude pelo Facebook, que fomenta a participação da sociedade civil brasileira em delegações que participam de eventos da ONU, e me inscrevi. Passei por um processo que buscou me conhecer, entender meu perfil e minhas motivações que levaram a querer fazer parte do evento.

 

Qual a sua motivação para se candidatar e participar do evento?

A partir da minha participação no Programa de Embaixadores Choice 2.0, comecei a me interessar mais pela atuação da ONU, a Agenda 2030 e em especial a ODS 5 – Equidade de Gênero (que foi sobre o qual meu grupo desenvolveu o projeto).

Por tudo isso, a possibilidade de participar do evento me motivou mais ainda a aprender sobre como as Nações Unidas atuam para empoderar comunidades vulneráveis e como os países estão trabalhando para atingir a Agenda 2030, por meio da diminuição de desigualdades e desafios para a inclusão social através de políticas fiscais, salariais e de proteção social.

 

 

Como foi essa experiência? O que tu viu por lá?

Foi a melhor experiência da minha vida! Foi minha primeira experiência internacional, e já em Nova York, que é um local tão multicultural. Foi muito conteúdo, muita informação nova! A delegação era composta por 8 pessoas e dois coordenadores do programa. Foi excelente, eu era a mais nova do grupo e a troca de experiências foi riquíssima! Lá no evento eu foquei em plenárias sobre politicas para mulheres e seu desenvolvimento dentro da agenda 2030. Tinham questões sobre clima, educação e afins. Ver como os ODS estão sendo endereçados pelos países que pactuam com a ONU foi enriquecedor.

Além disso, participamos de uma reunião com o embaixador Ricardo Monteiro e a Segunda Secretária Laura Delamonica, na Missão Permanente do Brasil junto às Nações Unidas.

 

Ser Embaixadora Choice teve impacto sobre sua decisão e carreira?

Sim! Participar do Programa me fez entender a atuação dos ODS, a importância da Agenda 2030, a construção de uma solução para um problema real, me conectou com uma rede incrível de jovens com os mesmos propósitos e isso foi um despertar, foi uma alavanca para que eu direcionasse meu potencial para essa vertente de impacto e desenvolvimento social.

Toda a experiência e processo reverberaram fortemente em mim, desde a minha carreira quanto no meu comportamento. Desenvolver o projeto “As Crianças que Queremos” (que tinha o objetivo de engajar diferentes gerações na desconstrução dos estereótipos machistas que permeiam a educação infantil) me transformou a ponto de eu mesma me reposicionar como mulher na sociedade, rever meu comportamento, minhas crenças, e também me conectou ao estudo do tema. Hoje, além de trabalhar com desenvolvimento social, escrevo e estudo sobre empoderamento feminino.

 

Quais os próximos passos?

Quero solidificar essa trilha de aprendizado e carreira. Sigo buscando editais para programas internacionais, vou me aprofundar na aprendizagem sobre a atuação da ONU como organismo multilateral que fomenta desenvolvimento dos países parceiros. Mas antes, preciso me formar esse ano (risos).

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